Essa
semana a “revista informativa” chamada Veja, sabe-se lá como, teve acesso ao
depoimento, que deveria ser sigiloso, feito à Polícia Federal, de Paulo Roberto Costa, sobre um suposto
pagamento de propina a vários políticos, de vários partidos.
Aécio
e Marina, que tentam desbancar Dilma da insistente liderança na intenção de
votos no primeiro turno. Já “compraram” o discurso da Veja, e passaram a
hostilizar o governo por ter se apropriado da empresa para “comprar” políticos.
O
uso eleitoral da Petrobrás, sem nenhum escrúpulo, por parte da oposição, não é
novidade e nem surpresa, mas a nuvem de fumaça que a própria oposição lança
sobre as denúncias, evidencia, no mínimo, desonestidade vinda tanto da Veja,
que já se tornou um centro irradiador de mentiras, como da oposição, cúmplice dessa
ação.
A
Petrobrás S/A é uma EMPRESA ESTATAL, ou seja, não está submetida às regras das
petroleiras do setor privado, embora como seja uma empresa de capital aberto,
que precisa estar em boas condições de competitividade no mercado
internacional, precisa estar constantemente renovando seu potencial tecnológico.
Desde
1994, marco zero do ataque dos liberais e neoliberais a essa estatal, que a
Petrobrás tornou-se o nó na garganta dos conservadores, que desejam
ardentemente pôr as mãos nesse gigante. Das tentativas de privatização feitas
por FHC, inclusive com a proposta de uma Petrobrax, até as recentes denúncias
de que a empresa transformou-se numa “quadrilha”, essa empresa tem sofrido
ataques sistemáticos.
E
quais são criticas?
1)
Os problemas com a defasagem de preços dos combustíveis, o que faria com que o
lucro da empresa caísse.
2)
Aumento do endividamento, tornando a empresa frágil na Bolsa de Valores.
3)
Queda no lucro líquido, gerando perda de investimentos.
4)
Produção andando de lado, causando perda de competitividade.
5)
Transformação da Petrobrás em uma “quadrilha petista”.
Os
cinco questionamentos são tão frágeis que só uma pessoa de má vontade aceitaria
tais críticas, senão vejamos:
Com
relação à primeira crítica, entre 2012 a 2014, ocorreram nada menos que 10
reajustes de preço forma feitos: quatro no preço da gasolina e seis no preço do
diesel que totalizaram, respectivamente, 19,5% e 31,8%.
Com
relação à segunda crítica a Petrobrás, desde 2012, investiu R$ 230 bilhões,
enquanto o endividamento líquido aumentou R$ 138 bilhões. As reservas de
petróleo, produção de óleo, bem como o mercado de derivados cresceram mais do
que as grandes empresas de petróleo (ExxonMobil, Chevron, Shell e BP).
Com
relação à terceira crítica, os dados comprovam que a produção de petróleo
acumula seis meses de crescimento contínuo, de 9,5% só em 2014. Já a produção
de petróleo operada pela Petrobras (incluindo parceiros) oriunda do pré-sal
superou o patamar de 500 mil barris por dia em 24 de junho, com 25 poços
produtores e apenas oito anos após sua descoberta.
A
quarta crítica mostra-se sem cabimento já que em 2012, a Petrobras criou o
PROCOP: Programa de Otimização de Custos Operacionais. Esse programa já trouxe
economia total de R$ 11,5 bilhões, sendo R$ 6,6 bilhões em 2013 e R$ 4,9
bilhões somente no primeiro semestre de 2014.
A
última crítica é meramente eleitoreira e sequer mereceria ser respondida, mas
cito que há duas Comissões Especiais de Inquérito em andamento, tanto no
Senado, como na Câmara Federal.
É
de se perguntar qual seria o propósito da Petrobrás em “comprar” esses
políticos, visto que suas operações de risco são feitas no mercado e os
políticos não teriam como interferir na sua política, restando aos gestores
a possibilidade de serem ser “seduzidos” por esses elementos, criando essa rede de corrupção.
Mas,
é bom, em nome da racionalidade, separar uma gestão de um diretor de uma
política de uma empresa como a Petrobrás. Enfim, a oposição tenta, de novo,
utilizar a maior empresa do Brasil para chegar ao poder.

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